Metodologia
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Em cada um dos sítios amostrais serão estabelecidas parcelas ripárias em tributários de diferentes tamanhos, de modo que seja possível capturar a variação ambiental ao longo do contínuo fluvial. Serão selecionados rios de segunda, terceira, quarta e a última ordem da referida bacia hidrográfica.
Estabeleceremos 21 parcelas ripárias em cada sítio, através de uma aleatorização sistemática, onde as parcelas serão distribuídas ao logo dos rios de forma equitativa em relação à duração do pulso de inundação, em três blocos de parcelas: 7 na região da foz do canal principal (bloco da foz); 7 na zona intermediária contemplando a vegetação ripária de igarapés de 4 e 5 ordens; 7 nas cabeceiras contemplando a vegetação ripária de igarapés de segunda ordem. Em todas as 21 parcelas, coletaremos dados hidrológicos: pluviométricos, piezométricos, dados climáticos secundários, nível e velocidade da água e do lençol freático; dados de solo: físico-químicos e potencial hídrico; e dados da estrutura da vegetação: DAP e altura de árvores maiores que 10 cm de diâmetro a altura do peito.
Em 9 parcelas (serão selecionadas 3 parcelas de cada bloco, de acordo com a similaridade ambiental), iremos selecionar espécies de árvores que ocorram nos três sítios e ao longo do contínuo fluvial, para coleta de dados dendrológicos e uma espécie de erva terrestre para diversidade genética e fluxo gênico.
Por ser utilizado o mesmo delineamento experimental, acessando dados ao longo de um gradiente espacial do pulso de inundação, espera-se que:
1 – Ocorra a integração dos dados das diferentes bacias de modo que se estabeleça um protocolo mínimo de informações relevantes para a expansão da coleta de dados em áreas úmidas na Amazônia;
2 – Ocorra o treinamento e capacitação de pesquisadores e alunos para a difusão do conhecimento sobre as formas de coleta de dados, multiplicando as habilidades já desenvolvidas localmente nas instituições parceiras através de toda a rede, para que o conjunto de variáveis aqui proposto seja acessado na íntegra em qualquer sítio de amostragem de áreas úmidas.
3 – Seja promovido e efetivado o intercâmbio de alunos e a colaboração entre orientadores dos diferentes sítios de amostragem e instituição, através da pós-graduações envolvidas nesta rede de pesquisa.
4 – Que a expertise dos pesquisadores sênior incentive e oriente os jovens pesquisadores na formação de recursos humanos e na produção científica.
 
UNIFORMIZAÇÃO DE PROCEDIMENTOS DE COLETA
 
Antes do início da coleta de dados e da efetiva implantação da Rede Ripária será realizado um treinamento para assegurar que protocolos metodológicos e procedimentos de coleta sejam comuns aos três sítios, garantindo a fidedignidade e a comparabilidade dos dados. Isto é particularmente importante devido as diferentes expertises dos pesquisadores de cada área envolvidos na proposta. Treinamentos em menor escala, envolvendo alunos e pesquisadores poderão também ter lugar, conforme a necessidade.
Foto: acervo Grupo Maua
 
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